![]() |
| ilustração do livro Kamazu, Editora Mundo Mirim |
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
1, 2, 3. Eles chegaram com seus pulos, casas e sonhos...
SONO DE BICHO, PULO DE BICHO E CASA DE BICHO.
Publico: pequenos leitores. A partir de 3 anos.
Cortez Editora
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Artigo sobre a tímida presença de personagens negros na Literatura infantojuvenil brasileira, publicado pela Carta Escola
![]() |
| ilustração do livro "Kamazu", editora Mundo Mirim |
Li uma história africana que provocou reação inesperada entre as crianças. Desde então noto que personagens negros ainda são mantidos fora da produção de livros para crianças e adolescentes
Por Carla Caruso — publicado na edição 78, de agosto de 2013
Quando fui convidada, há alguns anos, para encontros com crianças no Centro Educacional Unificado (CEU), pela Secretaria de Cultura do Município de São Paulo, um fato me fez pensar muito na questão da presença de personagens negros nas narrativas infantojuvenis.
Levei na bolsa muitos de meus livros e um deles, chamado Kamazu, um reconto de uma história angolana, provocou uma reação entre as crianças que participavam do encontro. No momento em que começo a ler a história de Kamazu, mostrando as ilustrações, na qual o personagem principal é negro e está representado na capa, houve uma confusão entre um menino negro e alguns garotos brancos.
Ao perguntar o que acontecia, o menino negro disse: “Os meninos estão dizendo que o Kamazu é um 'nego feio' e que eu sou feio”. Logo, percebi que o fato de a história ser de um garoto negro, que protagonizava o conto, havia desencadeado um clima de conflito. No momento, tratei diretamente a questão do preconceito e percebi que a agressão ao menino negro foi atenuada. Entretanto, a história causava um estranhamento, por mais que estivessem presentes, na sala, muitas crianças negras, o fato parecia novo.
Kamazu é um menino que tem uma condição de escravo em Angola, e ele, por meio de seu trabalho, inteligência e ligação com sonhos, torna-se livre e encontra seu lugar no mundo. É uma história tradicional, do ponto de vista do percurso de um herói, e também está vinculada à questão da escravidão na África. Gostaria de ressaltar que dentro da minha produção tenho outros livros em que há crianças negras sem essa ligação com a temática do preconceito, escravismo etc.
O encontro no CEU aconteceu em 2005, de lá para cá, acompanho a produção de livros infantojuvenis, e constato, ainda, a presença acanhada de personagens negros que protagonizem histórias, sejam crianças, sejam adultos. Essa questão está sempre em pauta nas minhas conversas com escritores e ilustradores e, principalmente, cada vez mais no meu fazer.
A literatura infantojuvenil, com suas características estéticas que se configuram principalmente pela relação entre texto, ilustração e projeto gráfico, cria os mais variados significados, provoca emoções, leva ao devaneio, apresenta conceitos, lança questões filosóficas, culturais e sociais. Dessa maneira, sua importância na formação de leitores sensíveis e críticos é fundamental. Como é possível ainda existir uma produção que mantém uma porcentagem alta de livros na qual não há a presença de personagens negros, quando a população brasileira tem cerca de 50% de negros?
A literatura é uma fonte para o imaginário. Inclusive para o imaginário social.
Veja a publicação na revista;
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Textos dos participantes da Oficina Enredos Possíveis, Sesc Belenzinho.
Autora; Ani Almeida
Rebento do céu, não minto.
De lá caí, em pranto.
Dos meus pecados, apenas sinto.
Redenção e cura ali, no manto.
As letras que compõem além dos
versos foram gravadas uma a uma à mão, na borda da roupa exposta. Testamento
vivo de quem já partiu desnudo, aquela peça conta mais da história de um homem
do que se este pudesse fazê-lo. Uma história em detalhes para além d’As mil e
uma noites.
Quando possuída pelo desejo
visceral de embrenhar-se naquelas vestes, almejando a apropriação de sua
própria história a partir dos fatos gravados de outrem, nada sabia a moça sobre
aquele manto (sagrado na Arte), apenas sua óbvia beleza dogmatizante.
Desejava quieta e libidinosa ser
possuída por aquelas vestes, adentrar em seus emaranhados e penduricalhos;
fazer parte daquela trama misteriosa e imensa, densa, que muito bem desenhava a
confusão da vida de cada homem e mulher.
A trama era o universo. Queria
ela ser o universo. O conjunto das galáxias e brilhos dos olhares fincados em
vinte quilos de tecido. Se não fosse forte o suficiente para suportar, talvez,
engordaria.
Em todos os dias daquela
exposição, ela fazia questão de cuidar bem do cantinho daquele pedaço sagrado de
mundo. Pela manhã, pedia a benção, colhia o pó, esvaziava a lixeira. Mirara ora
os detalhes do bordado, ora a ombreira. Tinha fé que seu pescoço caberia no
buraco vermelho, oh se cabia! No fim do expediente transformava-se em beleza,
cabelo solto, roupa elegante e maquiagem perfumada. Despia o uniforme e se
acovardava toda pensando: Amanhã!
Até que a tremedeira de um frio
na barriga impediu-a de tocar as vestes pagãs. E assim como veio ao mundo
cortou os salões vazios por entre os corredores ocultos até estancar ofegante
frente ao manto iluminado que lhe abria os braços.
Pensa ‘não sei se devo’ ao passo
que estendeu a mão para tocar-lhe a face.
As pontas dos dedos reagiram aos
primeiro toque com estranheza à quantidade imensa de planos e superfícies que
decodificavam. As palmas das mãos tomavam para si o universo daquelas tranças,
barrados e nós. Eis que o corpo inteiro quis recostar-se ao afeto incondicional
do manto. Um abraço aos braços estendidos.
De repente o corpo tateia e se
abaixa em direção aos barrados, o desejo é de posse. Os dedos caminham entre
frente e avesso da peça, indecisos de violar-lhe os segredos.
Num estrondo moça nua e manto
sagrado vão ao chão, assustados.
Não há tempo, em breve o vigia
virá: ou se consuma o desejo da posse, ou inocente punição tomará.
O guarda chega arfante, de
cassetete na mão. Arruma o chapéu e aperta os olhos. No chão, o manto dito
santo assumiu a forma de bela mulher, em perfeição de curvas. Eis que o mundo
todo cabe nela e toda a beleza do universo ali reluz. Até mesmo o belo de seu
próprio ser, talvez nunca descoberto. Cobiça a beleza do manto caído, deseja
possuí-la para si.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Viagem Literária 2012: Pederneiras
Encontro na Biblioteca Pública Municipal da cidade de Pederneiras Paula Rached. Nesse encontro, descobri as muitas histórias das crianças, bibliotecários e professores. O papo seguiu lá para as mil e uma noites, os mitos gregos e até para os quintais e fantasias dos leitores que ali estavam participando atentamente. Foram quase duas horas de conversa que nem vimos passar. Parabéns ao trabalho dos professores e dos bibliotecários. E as crianças... sempre surpreendentes!!
Um abraço especial para Adriana, que faz desta biblioteca um lugar instigante!
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Pé na estrada...
Viagem Literária 2012
A Viagem Literária já começou! Organizada pela Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo, o programa promove encontros entre o público leitor e os mais diversos autores e contadores de histórias. Nesse ano, sigo para as cidades de Boituva, Macatuba, Pratânia,Pederneiras, São Pedro. Muitos autores participam dessa experiência tão rica, são eles: Alonso Alvarez, Carlos Eduardo Novaes, César Obeid, Domingos Pellegrini, Flávio Carneiro, Heloisa Prieto, Ignácio de Loyola Brandão, Índigo, Ivana Arruda Leite, Luiz Roberto Guedes, Menalton Braff, Ronaldo Bressane, Rubens Figueiredo.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
um maravilhoso ilustrador
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Há muito tempo atrás,
em pleno Festival da Mantiqueira de 2012, aconteceu uma oficina de escrita. Lá estavam, noite fria, muitas pessoas mais do que afiadas para buscar seus próprios textos. A ideia ou o "jogo" era ler uma imagem para construir um texto. Começamos com Van Gogh e Chagall. Umas botinas que pareciam vivas e uma mulher envolta numa atmosfera onírica. Da poesia à prosa, ninguém saiu de lá sem construir enredos, personagens e versos. Foram três encontros muito significativos. Falamos de tudo, inventamos outros sapatos, buscamos pés esquecidos, calçamos as botinas de Van Gogh e partimos. Bem, algumas pessoas que participaram enviaram trechos de seus textos. Começo aqui por Marcio Alan. Os três autores se inspiraram no quadro de Chagall "Retrato de Vava". Boa leitura!
TEXTOS DOS PARTICIPANTES:
![]() |
| Portrait de Vava, 1966. Marc Chagall |
Autor: Márcio Alan
Vandinho me visse agora, não vou deixar ele me rebaixar assim. Se quiser, ele que fique com rosinha. De hoje em diante cuidarei de mim, cuidarei da casa, afinal eu sou o homem da casa. Patifaria, Vandinho, terminar nosso noivado assim... me sobrou o enfeite do bolo de um casamento que não aconteceu. Quero de volta, Vandinho, esse tempo da minha vida roubado e gasto por você.. Bem que sua mãe me disse que você não prestava, que não era flor que se cheirasse, todas aquelas estórias, aqueles xavecos, promessas... Paris, Vandinho? Você não ia comigo nem a feira, nem a missa! Tinha vergonha de mim, vergonha da mulher completa, independente, que você prendia dentro de casa.. Eu era um troféu que você exibia a seus amigos, um bibelô caríssimo que se quebraria se mal manuseado.. Quebrei, Vandinho, quebrei a cara, deixando você me manipular, acreditando nesse amor doentio, ordinário que você herdou do seu pai.
Sabe, eu não te culpo, não totalmente, fui ingênua. No seu mundo machista, fui um detalhe, uma caricatura. Uma criatura presa, domada, silenciada... Eu era sua mãe Vandinho e sua mulher quando lhe cabia. Agora sou mais eu, sou jovem, bonita, tenho uma vida inteira...
Ahh Vandinho, se você me visse agora....
Rapunzel de Moicano
Autor: Diego Teixeira Araujo
Do alto da torre se ouvia...
um gemido, uma dor!
Encastelada, ela implorava
o seu direito ao grito! Estribido!
Bem longe da torre se via...
o principe de armadura reluzente.
Refletia o medo de enfrentar
o dragão e as labaredas!
Do olhar, ela cansou de si!
De se prender, de se fechar.
A princisa cansou de desfilar
Do alto da torre se ouvia...
um gemido, uma dor!
Encastelada, ela implorava
o seu direito ao grito! Estribido!
Bem longe da torre se via...
o principe de armadura reluzente.
Refletia o medo de enfrentar
o dragão e as labaredas!
Do olhar, ela cansou de si!
De se prender, de se fechar.
A princisa cansou de desfilar
nos olhos alheios e de...
Definhar nos olhos alheios.
Definhar nos olhos alheios.
Chama o príncipe, o fogo, mas eles
não vem, ele não vê!
A torre de pedras que prendem a princesa!
Ela não vai, ela nã viu.
O medo de se descobrir
se desbravar.
Ela está fora de si!
De se questionar.
Desce da torre, a princesa!
Desperta.
não vem, ele não vê!
A torre de pedras que prendem a princesa!
Ela não vai, ela nã viu.
O medo de se descobrir
se desbravar.
Ela está fora de si!
De se questionar.
Desce da torre, a princesa!
Desperta.
De tranças cortadas nasceu
a rapunzel de moicano
que enfrentou o dragão,
a torre e o medo de se perder!
Ela cansou de se esperar!
Agora o príncipe aguarda na torre.
De onde se ouvem os gritos!
Que nadam no vento...
Ela, a princesa galopa
por outros reinos, outros gostos, outras vozes.
Ela, a princesa combate
os algozes, as pedras e até os monstros!
Ela, a princesa desperta
donzelas, princesas, madames e até madrastas!
Ela, a princesa, esperta e delicada
Com seu doce beijo liberta outros contos!
Fiona Francesa
Autor: Diego Sant·anna
Oh! Fiona do agreste francês,
quantos segredos você esconde?
Quem foi que te embuchou?
em sua lápide aguarda a morte.
Nem mesmo sua bíblia sagrada
lhe trará um momento de sorte.
Nem mesmo sua bíblia sagrada
lhe trará um momento de sorte.
A serpente do mundo te acompanha
e a mortália coruja, ao ver-te se assanha.
Em seu estado semi vegetativo,
uma làgima em seu rosto sorriu.
Acariciando um aspecto contemplativo.
Burro! Foi com ele com quem Shrek te traiu.
e a mortália coruja, ao ver-te se assanha.
Em seu estado semi vegetativo,
uma làgima em seu rosto sorriu.
Acariciando um aspecto contemplativo.
Burro! Foi com ele com quem Shrek te traiu.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Novo livro!
Capa do livro : dois em um. O livro tem dois começos. O fim? No meio.
Meninos, Meninas, Nino e Nina! Texto de Tatiana Fraga com minhas ilustrações. Editora Mundo Mirim.
"Nem
vem
que
não
tem
menina
não
rima
com
menino
nem
de
baixo
pra cima"
(poema de Tatiana Fraga que abre o livro)
|
![]() |
| Ilustração do poema "Maria João". |
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Escolhido!!!

A revista Nova Escola, da Editora Abril, selecionou 100 títulos imperdíveis para o público infantil e juvenil. E entre eles está o meu Almanque dos Sentidos que trabalhei durante alguns anos, pesquisando, checando fontes e escrevendo. Sempre imaginei um livro que apresentasse, de várias maneiras, os cinco sentidos. Aí está... Enfim, que bom que tem sido um livro muito reconhecido. Em 2010 ganhou o prêmio Jabuti e o Selo Altamente Recomendável da FNLIJ.
Por que a pele dos dedos enruga quando ficamos muito tempo debaixo da água? Porque a lágrima é salgada? Como enxergamos? Os pássaros cantam ou conversam? Como ouvimos? A lua é fria? Qual é o animal que tem o paladar nas patinhas?
Neste almanaque, o leitor vai descobrir as respostas a essas e a muitas outras perguntas curiosas relacionadas aos cinco sentidos. Conhecerá também histórias recontadas e inventadas pela autora nas quais os personagens precisam estar com os sentidos bem aguçados para enfrentar situações muito difíceis. Na aventura de Perseu, por exemplo, em vários momentos, os olhos e o olhar foram decisivos para que o herói vencesse a temida Medusa. Ou, ainda, em “Laila e as bruxas do castelo obscuro”, a personagem principal precisou de muitas artimanhas relacionadas ao ato de ouvir para desafiar o poder de três bruxas malévolas.
Se nas aberturas de cada capítulo, os personagens das histórias apresentam as mais diversas sensações vividas por meio dos sentidos, na sessão “Bate-papo” a intenção é levar o leitor a pensar em suas próprias experiências e, assim, ampliar sua percepção em relação a muitos acontecimentos cotidianos que o envolvem. Explicações científicas, cuidados, experiências e muitas informações vão ajudar a criança a entender melhor como funcionam os cinco sentidos. Por meio da leitura dos vários gêneros textuais, das imagens, cuidadosamente escolhidas, para dialogar com os textos (fotos, ilustrações, obras de arte), o leitor é convidado a perceber a rede complexa e fascinante do universo dos sentidos que o fazem sentir o mundo, os outros e a si mesmo. Para crianças a partir de 7 anos.
Foi publicado pela Editora Moderna em 2009.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Lá em São Francisco Xavier...
Participei do V Festival da Mantiqueira com a Oficina:
Da imagen à palavra: enredos possíveis
Foram três dias de trabalho com um grupo muito animado de estudantes. A produção, a partir das pinturas que selecionei, foi surpreendente. Textos inventivos e de muita qualidade surgiram nos dias ensolarados, na cidade rodeada de montanhas. Parabéns aos participantes que compartilharam seus enredos. Aguardo os textos para a publicação por aqui...
Da imagen à palavra: enredos possíveis
Foram três dias de trabalho com um grupo muito animado de estudantes. A produção, a partir das pinturas que selecionei, foi surpreendente. Textos inventivos e de muita qualidade surgiram nos dias ensolarados, na cidade rodeada de montanhas. Parabéns aos participantes que compartilharam seus enredos. Aguardo os textos para a publicação por aqui...
terça-feira, 17 de abril de 2012
Biografia de Ana Maria Machado
“(...)
E, em meio a tanta algazarra, nesse lugar quase mágico, que era Manguinhos, com
uma casa tão aconchegante que mais parecia uma grande galinha que guarda bem
seus pintinhos, Ana descobria coisas do mar, do vento e das estrelas. Para onde
girasse sua curiosidade, encontrava as mais interessantes explicações. O avô
Ceciliano levava os netos todos para andar na praia à noite. E explicava o céu:
– Aquela
constelação é a de escorpião – dizia.
– Onde, vô?
– Lá – e indicava
com o dedo o céu, que parecia tão morno e tão misterioso naquelas noites
escuras. (...)”
Dia 22 de abril, lançamento no Rio de Janeiro, no Salão da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil). 18 horas. Na Biblioteca FNLIJ-PETROBRAS PARA CRIANÇAS.
Quem quiser acompanhar a programação da feira, é só clicar aqui:
http://www.salaofnlij.com.br/salaofnlij/diaadia.asp
Quem quiser acompanhar a programação da feira, é só clicar aqui:
http://www.salaofnlij.com.br/salaofnlij/diaadia.asp
domingo, 15 de abril de 2012
Enredos Possíveis III
![]() |
| Ancient sound, Abstrat on black, 1925. Paul Klee |
![]() |
| Fachada com Calha. Alfredo Volpi |
![]() |
| A Ventania, 1915. Anita Malfatti |
![]() |
| Operários, 1933. Tarsila do Amaral |
![]() |
| Sem título, 1972, Mira Schendel |
Texto integral de Moacyr Massulo
"A cidade cinzenta e fumaçada, recheada de
pessoas que correm para cumprir os horários. No meio da multidão as palavras
perdem seus significados enquanto são carregadas pelo vento. No campo, o
silêncio e a calmaria predominam, valorizando cada frase dita, tecendo assim, a
evolução da comunicação.
Viver é raro e esta raridade é
encontrada no campo. Na cidade as pessoas apenas existem"
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Enredos possíveis II
A segunda imagem apresentada para os participantes da Oficina de criação de texto, do Sesc Belenzinho, foi a pintura de Van Gogh. De quem são estes sapatos? Para Evelyn os próprios sapatos se tornaram os personagens de sua narrativa. Cristiana calça os sapatos em Jônatá, como veremos a seguir.
Assinar:
Postagens (Atom)


























